PREFÁCIO

 

 

 

 

CAPA: Biblioteca Pública Municipal

“Carlos Drummond de Andrade”

Usuário: Infanto Juvenil, Adulto

Acervo: Livros e periódicos, mapas

Atividades Culturais: a biblioteca possui

espaço de convivência e sala de TV e vídeo.

 

 

 

 

 

III ANTOLOGIA POÉTICA DE MACATUBA

 

 

 

 

 

Corpo de Jurados

Poeta e professor da USC: Adenil Alfeu Domingos

Professor e Poeta Bauruense: Luís Victor Martinello

Professora, doutora e advogada da USC: Josefina Campos Fraga

 

 

 

 

 

Realização

Prefeitura Municipal de Macatuba

Departamento de Educação e Cultura

 

 

 

1ª Edição – 1996

Macatuba - SP

 

 

 

 

PREFÁCIO

 

Vivemos numa sociedade, onde nossos sentimentos e desejos são oprimidos e o medo nos assola a alma. Tudo o que tem de mais verdadeiro ofusca-se nas entrelinhas do inconsciente, sendo expressados na arte de criar e misturar as palavras, e é através de simples oportunidades que os indivíduos se realizam, concretizando reflexos de seus anseios mais reprimidos.

Esta III Antologia Poética de Macatuba promovida pela Associação Cultural “Evandro Peraçoli” e Prefeitura Municipal, oportuniza aos cidadãos a virtude dessa inquietação e o dom dessa evolução.

Este livro relata a pureza e a simplicidade contidas na alma do ser humano do ser humano. Revela autores novos, mentes aflorando para o caminho da sabedoria e da arte, acelerando assim maior contribuição para seu total crescimento e compreensão da vida.

A democracia, por mais fragilizada que se encontre nas instituições políticas, aqui está viva e presente entre os diferentes personagens macatubenses, servido de mérito para nossa pequena cidade.

 

Meiri Ap. Galassi Montanheiro

Diretora Geral do CAIC Cristo Rei

Professora de Língua Portuguesa

 

 

 

 

 

CATEGORIA INFANTIL

 

 

 

 

SER POETA

1º Lugar – Élida Taciana Ferreira de Souza

Natural de Macatuba, descobrindo seu talento com sua 1ª participação

em concursos de poesia.

 

Ah! Como é bom ser poeta

O coração sente

As idéias brotam

No papel tudo desabrocha

 

Ser poeta, que bom

Que bom é ser poeta

Os sentimentos fronteiras adentram

O limite, que limite?

O limite não existe.

 

Ah! Como é bom ser poeta

Se todos fossem poetas

O mundo seria a poesia,

A vida seria a rima

E a morte seria ...

 

Ah! Que bom ser poeta

Porque a morte não existiria

Já que ser poeta

É viver na poesia

 

Puxa, que pena!!

Não sou poeta

Sou apenas parte da poesia.

 

Pseudônimo: Etar.

 

 

SEMENTE

1º Lugar – Heloíse Thaiane Gomes

Nascida em 04/03/84 em Lençóis Paulista, hoje está enriquecendo a

área cultural de Macatuba onde reside com seus familiares.

 

Era uma vez uma semente

sorridente e feliz

que num dia de sol

mostrou sua raiz

veio a chuva bem miudinha

a espiar o mundo.

Veio logo uma folhinha.

Passa noite, passa dia

ora veja, quem diria!

Um lindo broto

o mundo espia.

Passa dia, passa noite

seja no claro ou no escuro

nasce o fruto

que maduro é uma gostosura!

No fruto há uma história

que começa de repente:

Era uma vez uma semente...

 

Pseudônimo: Emília

 

 

 

 

 

NA JANELA

2º Lugar – Heloíse Thaiane Gomes

 

É da janela

que se vê a rua

onde eu a vejo

passando no mundo da lua.

 

É da janela que eu olho a rua

Tem gente que põe até flor

É da janela que vejo meu amor

com seu sorriso encantador.

 

Tem gente que nem dá valor

Coitada da dona janela

por ela temos que ter amor

que nos deixa a vida mais bela.

 

Pseudônimo: Emília

 

 

A GATINHA

3º Lugar – Guilherme Oliveira Campos

Residente em Macatuba – nascido em 22/03/86 em Curitiba – PR estudante,

sendo esta sua 1ª participação em Concursos de Poesia.

 

Mas que gatinha graciosa!

Mas que gatinha manhosa!

 

Tem coisa mais bonitinha?

Mais engraçadinha?

Tem coisa mais desobediente?

Mais irreverente?

 

Ela vem remexendo a caudinha,

Muito exibidinha,

Quando vem uma visita

Muito bonita.

 

Pseudônimo: Chitara com CH.

 

 

MEU GRANDE PAI

Maria Jaqueline Dias dos Santos

Natural de Macatuba, nascida em 20/06/85, estudante de 1º grau,

demonstrando o gosto pela literatura, participou pela 2ª vez no

Concurso de Poesia.

 

Grande pai,

Me deu carinho

Quando estava sozinho

 

Me deu dinheiro

Quando estava com

Problema financeiro

 

Me deu dedicação

Quando esteve sem

a tua compaixão

 

Você é bondoso

Você é amoroso

Você é carinhoso

 

Você pode ser

Medroso ou corajoso

Mas, vai ser

O meu pai maravilhoso.

 

Pseudônimo: Jaque

 

 

O TICO-TICO

Maria Jaqueline Dias dos Santos

 

O tico-tico voou

Se enganou

Foi para o leste

Mas tinha que ir

Para o oeste

 

Ele parou

Ele pensou

Ele se congelou

 

A menininha viu

Pegou o tico-tico

E colocou-o na gaiolinha

 

Passado uma semana

Sua namorada tica-tiquinha

Veio buscar ele na casinha

Os dois voaram

Se casaram

E viveram felizes para sempre.

 

Pseudônimo: Jaque

 

 

O VAPOR

Maria Jaqueline Dias dos Santos

 

O vapor subiu

Lá no céu

E numa nuvem

chegou

E se espalhou

Logo ele voltou

Em forma de gotinhas

Para minha sementinha

Na terra germinar

E uma linda

Florzinha brotar

 

Pseudônimo: Jaque

 

 

O CIRCO

Alessandra Albacetti Freitas

Nascida em 16/04/85 em Macatuba, estudante do 1º grau, contribuindo

 para a descoberta de novos talentos, participou pela 2ª vez

 no Concurso de Poesia.

 

Chegou um circo perto de minha casa.

Corri lá para ver o que tinha.

Tinha um fogão de lenha pegando brasa.

E a dona do circo era uma tal de Cidinha.

 

Havia muitos animais.

E muitos palhaços.

Eles eram demais.

Principalmente com aqueles laços.

 

Mas o melhor de tudo era a comida.

E também os doces e pipoca.

Que era feitas pela dona Cida.

E ela era uma dama Dondoca.

 

Mas o mais triste de tudo.

Foi quando caiu a arquibancada.

Naquele momento acabou tudo.

Naquela forte pancada.

 

Pseudônimo: Ale.

 

 

O AMOR

Thiago Henrique Gomes

Nascido em Lençóis Paulista em 08/03/85, reside em Macatuba,

 participou em vários concursos de Poesia já promovidos na cidade.

 

O amor tem sentido e vigor

O amor tem valor

E de vez em quando nos dá dor

Quanto amor!

 

Cheio de lembranças

Com ele temos segurança

Quando somos casados nos dá aliança

De vez em quando é uma extravagância

Cheia de elegância

Parece que estamos em uma infância

Quanta dedicação!

Quem segura este coração?

 

Quem tem tanta emoção?

Mas quando o amor acaba

Toda alegria evapora

Como se levasse um

Até que você chora...

 

Pseudônimo: Meteoro

 

 

O DESMATAMENTO

Talissa de Toledo César

Residente em Macatuba, estudante de 1º grau, nascida em 31/07/85.

 

A floresta está

sendo desmatada

Desmatada por

causa da queimada.

 

O desmatamento

está sendo derrotado

e na mesma hora

acabado.

 

O homem desmata

e mata. Porque

não aprendeu

a viver a mata.

 

Os animais

sofrem derrotados

porque o homem

não cuida, mas

sim, descuida.

 

O que será que

vai acontecer?

As plantas, os animais,

vão morrer ao invés

de crescer e viver.

 

Pseudônimo: TÁ

 

 

A MATA

Éderson Donato Tavano

Estudante de 1º grau, nascido em 02/05/85 em Macatuba onde

 reside com seus familiares.

 

Quem desmata

Mata

A mata

 

Essa tal de moto-serra

É uma guerra

 

Essa tal de queimada

Tem que ser arrastada

 

Esse homem de hoje em dia

Só sabe acabar com a mata dia-a-dia

 

Quem cuida disso é o IBAMA

Que a mata ama

 

Tem bastante empresas devendo para o IBAMA

Quem faz isso a mata não ama.

 

Pseudônimo: Éder.

 

 

MINHA VIDA

Larissa Momesso Tozzi

Nascida e residente em Macatuba, aos 15 de março de 1985, estudante,

 manifestando seu gosto pela escrita, participou pela 2ª vez

 no Concurso de Poesia.

 

Minha vida

é muito corrida

porque vou

pra lá e pra cá

sem parar.

 

Minha vida

foi feliz

porque tive

tudo que quis

 

Hoje,

minha vida

é uma desgraça

Para que

Viver se...

ela não tem

mais graça?

 

Pseudônimo: Guaru de Mina.

 

 

MEU PASSARINHO

Larissa Momesso Tozzi

 

Meu passarinho

É um canarinho

Que canta sem obrigação.

 

Eu gosto muito dele,

Pois ele

É meu

Grande amigão.

 

Quando quero desabafar

Me desabafo

Com ele,

Não porque não

Sabe falar

E sim porque

Só ele pode me ajudar

Com seu canto

De arrasar

 

Pseudônimo: Guaru de Mina.

 

 

MARINHEIRO

Emília Carla Damasceno e Souza

Estudante, descobrindo o gosto pela escrita, nasceu em 25/04/85 em

 Macatuba onde reside com seus familiares.

 

Marinheiro vai remando

para frente e para trás

cada vez mais.

 

Seu reminho vai remando,

seu barquinho navegando,

marinheiro vai chegando.

 

Seu reminho é de papel,

seu barquinho é de papel,

Marinheiro é verdadeiro.

 

Pseudônimo: MI

 

 

O CAPITÃO E SEU PAPAGAIO SANSÃO

Régis André Severino Hueb

Natural de Macatuba, nascido em 19/01/86 estudante manifestando

 sua habilidade participou pela 1ª vez do Concurso de Poesia.

 

Olá capitão

vamos navegar

por esta marzão?

Não papagaio Sansão.

Porque não?

Com este marzão

nem se rezar, com um santo bem grandão.

É só rezar com devoção.

Não, mil vezes não Sansão,

o mar é revolto e a vida não.

Será assim meu capitão?

ou a vida é mais brava, que este marzão.

 

Pseudônimo: Vagalume.

 

 

POLUIÇÃO DA TERRA

Guilherme de Oliveira Campos

 

Eu estava andando no luar

e senti pena da Terra

por causa da poluição

que traz a destruição.

 

Por isso a Terra berra:

“Joguem menos dióxido de carbono no ar

e preservem o mar”.

 

Agora eu tenho que ver

para poder crer

que aquele berro vai viver

nos corações

de todas as nações.

 

Pseudônimo: Chitara com CH.

 

 

O CISNE

Rodolfo Gamaliel Souza de Oliveira

Nascido em Macatuba em 01/08/86 estudante e residente nesta

 cidade, contribuindo para o crescimento cultural da mesma.

 

Patinho amarelinho

sempre foi engraçadinho

Ele nasceu em um ninho

com muitos outros ovinhos

Foi criado com alegria

e também muito carinho

 

Ele cresceu e virou cisne

muito lindo e elegante

Conheceu uma cisne

formosa e fascinante

Se uniram e no lago

se tornaram viajantes

Levando beleza e alegria

aos pequenos e aos gigantes.

 

Pseudônimo: Dolfo.

 

 

 

 

A MINHA TELEVISÃO

André José Artioli

 

A minha televisão

É igual a um telão

No sábado fica mais alegre

Porque nela passa um Sabadão.

 

A minha televisão

É igual a um telão

No domingo é um sucesso

Porque nela passa o Faustão.

 

A minha televisão

É igual a um telão

A semana inteira ela fica triste

Porque tenho que fazer a lição.

 

Pseudônimo: Bufonfoim.

 

 

 

 

 

CATEGORIA JUVENIL

 

 

 

 

APRENDENDO

1º Lugar – Anderson Ferreira

residente em Macatuba, nascido em 02/04/82, contribui para

 o crescimento cultural desta cidade com sua primeira participação

 em Concurso de Poesia.

 

Paredes:

que nos prende,

e nos deixa

inertes.

 

Linhas:

traçadas para nós;

mas não por nós.

 

Passado:

acordado,

presente

em nosso presente.

 

Futuro:

escuro

e sombrio.

 

Porquê:

somos varridos

e esquecidos.

 

E o presente?

o presente apenas nos deixa descontentes.

 

Que a canção nos fale;

que a poesia nos revele;

que pinturas nos mostre;

o sentido do pensamento!

 

Pseudônimo: Brasileirinho

 

 

O MUNDO DE HOJE

2º Lugar – Wellington Luís de Carvalho

Nascido em 15/02/82 em Macatuba, estudante, residente nesta

 cidade com seus familiares.

 

Como eu queria mudar tudo isso!

 

Falam que homens matam homens

Fala que homens roubam homens

Sentimos a alegria, cada vez mais distante

E as tristezas, cada vez mais presentes

E a solidão é constante!

 

No mundo de hoje, os seres humanos

São desumanos!

 

Como eu queria o mundo!

 

Sem tristeza,

 Sem roubos,

Sem mortes,

Só alegria!

 

Como todos seriam felizes!

Se não houvesse a guerra

Se não houvesse a fome

Se não houvesse o egoísmo

Encontraríamos a alegria

No rosto de tanta gente!

 

Pseudônimo: Arnóbio

 

 

SEM RAZÃO, SEM EXPLICAÇÃO

2º Lugar – Paulo Davi Camargo

Reside nesta cidade, estudante, nascido em 08/12/81.

 

Ah! Quando me lembro!

Daqueles tempos...

Quando se jogava bola

na rua ou no campo

descalço ou de tênis

com bola plástica ou de ouro

com traves de tijolo ou ferro...

Ah! Era muito bom!

Tempos inesquecíveis

Mas hoje...

Jogar bola em fins de campeonato,

é brigar se razão,

é matar sem explicação.

Ir ao estádio

nem pensar.

Só em casa

e olhe lá.

Mas, mesmo em casa

vemos cenas sem sentido,

cenas sem razão,

sem explicação.

Cenas que partem o coração.

 

Pseudônimo: Aldo Antonio de Moraes

 

 

AMARGURA DA SAUDADE

3º Lugar – Edilaine Varavallo

Nascida em 06/02/82, reside em Macatuba, estudante, participou

 pela 1ª vez em Concurso de Poesia.

 

Neste momento,

Meus olhos queimam como fogo ardente,

E te chamam para junto de mim,

Ou apenas,

Aquele amor que um dia,

Para sempre se foi.

 

Foi tão bom aquele tempo

Que tudo era como a gente planejava, gostava e queria.

Nada dava errado, tudo era perfeito.

Nosso amor era semelhante aos pássaros,

Aos filhotes em seus ninhos nas mais altas e belas árvores.

Parecia um riacho com as mais puras e límpidas águas.

 

Mas acontece que um dia,

Eu fui muito feliz e agora não sou mais.

Esse amor teve que se fragmentar,

Como uma rocha ou como um caminho,

Que se separa em duas direções.

Mas sou paciente e meu coração

Fica com apenas uma ilusão

De um dia poder te reencontrar.

 

Pseudônimo: Rumble Lord

 

 

SOMENTE A VERDADE

Natural de Macatuba no ano de 1980, estudante, pertence ao grupo

 de teatro juvenil de Macatuba, participou pela 1ª vez no Concurso de

 Poesia.

 

O mundo terá educação,

quando o povo for livre de falar sempre o que sente.

Deixando que reine em nós somente

a paz e a verdade,

formaremos um mundo novo,

cheio de felicidade.

Assim nos libertamos de tanta corrupção,

e teremos vida nova,

onde todos serão irmãos.

Temos que libertar o pobre

que vive na opressão,

trabalhando como animal,

sem ter lar e sem ter pão.

As pessoas vivem dizendo que isso é progresso,

sendo o homem um escravo,

trabalhando em excesso,

vivendo só em favelas,

sem ter casa para morar,

não podem nunca, na vida,

aos seus filhos educar.

Acabou a caridade,

agora cada qual é um vilão.

Aquele que ficou rico,

agora vive de juros,

do dinheiro que ganhou dos pobres

quem vivem em apuros.

Mas isto acontece,

porque perderam a razão

de que a verdade

mora no coração.

 

Pseudônimo: Baixinha

 

 

O GRANDE AMOR

Éder Carlos Soares

Nascido em 13/09/82 na cidade de Macatuba, estudante, estreante

 em Concurso de Poesia.

 

Andei buscando um grande amor

E um dia te descobri

A felicidade então se fez presente,

como um sonho de um amor.

 

Plantamos as primeiras flores

do diálogo e da verdade;

E como ao toque de um raio de sol

o jardim começou a desabrochar

 

Os teus gestos de carinho

perfumaram minha vida

E iluminaram as saídas

para o nosso amor passar...

 

Hoje tudo é claridade

e nossa grande amizade

construiu um céu feliz.

 

Somos dois e somo um

carregando na bagagem

o amor e a coragem

para a vida transformar.

 

Pseudônimo: Garoto Sonhador

 

 

 

 

AMIZADE

Rosenilda A. Generoso

Nascida em Macatuba, em 29/12/79, estudante e residente nesta

 cidade, participou pela 1ª vez em Concursos de Poesia.

 

Eu queria ter o dom da palavra,

o gênio de um Rui,

ou o astro de um Castro Alves,

para descrever o que sinto por você.

Não sei se cabe aqui a palavra amizade,

Não sei escrever,

Porque nem todas as pessoas

têm sentimentos,

Mas eu gostaria,

de deixar ainda bem claro,

que sem o brilho literário,

tudo aquilo que sinto,

talvez seja uma tragédia.

Não sei dizer,

Não sei escrever,

Você poderá

entender perfeitamente o que é isso;

triste, muito triste.

O que é simples, mas bonito.

O que sinto por você

Alguém não sabia

que você caminhava

contra meus passos.

 

Pseudônimo: Rose

 

 

O PALHAÇO BIRIBÁ

Josiane Lourenço Gomes

Nasceu em Macatuba aos 21 de agosto de 1982, estudante e residente

 nesta cidade, contribui para o crescimento cultural da mesma.

 

O Palhaço Biribá

Andava por aí

Rolando

        Rolando

Até

c

  a

    i

      r

Todo dia ele sorria

Cantava e sempre a brincar

O palhaço bem alegre

Brinca, brinca sem parar.

 

A sua roupa de palhaço

É bem engraçada

E faz todo mundo rir

Com sua gargalhada...

 

Pseudônimo: Paquita

 

 

A NATUREZA

Simone C. Santos Braz

Estudante, reside em Macatuba com seus familiares, nasceu

 em 26/803/81.

 

Logo de manhãzinha os bugios enchem o ar

Acorda a mãe natureza e o sol começa a brilhar.

 

Logo de manhãzinha

os bugios enchem o ar

Acorda a mãe natureza

e o sol começa a brilhar

 

Todos os animais se alegram

os pássaros começam a cantar

Natureza terra viva

Terra que o homem sabe cuidar.

 

Muitas vezes por desrespeito

o homem destrói a natureza

Quebra árvores e mata animais

só pensando em riquezas.

 

Por que quebrar uma árvore

se precisamos dela para respirar

Por que matar um animal

se precisamos dele para nos alegrar

 

Por que poluir as águas

se precisamos dela para beber

Por que destruir as plantas

se precisamos delas para viver,

 

O homem deveria pensar

Apenas por um segundo

Se hoje destruir a natureza

por um tempo destruirá o Mundo.

 

Vamos preservar a natureza

Nós somos ela

Sem as belezas das plantas

como viveríamos na Terra.

 

Pseudônimo: Simone Floreal

 

 

AS DROGAS

Simone C. Santos Braz

 

A droga hoje em dia

tomou conta da humanidade

tirou de crianças e jovens

todas as suas liberdades.

 

Geralmente essa caso ocorre

em pessoas sem moradias

As crianças desde pequenas

prostituindo suas vidas.

 

Essa drogas são conhecidas

como maconha, cocaína e mais,

transformam os adolescentes

em pessoas marginais.

 

Só não entendo uma coisa

para que se drogar!

Se podemos viver a vida

sem drogas utilizar!

 

O mundo está uma ruína

não utilize cocaína

O mundo está uma vergonha

por isso não fume maconha.

 

Devemos nos unir

para construir uma vida nova

E gritar alto, bem alto

não preciso de drogas!

 

Pseudônimo: Simone Floreal

 

 

O AMOR

Simone C. Santos Braz

 

Amor, uma palavra simples

Toda função de um ser

O mais belo sentimento

Que um coração pode ter

 

Amar não é dizer “Eu te amo”

Pensando em outra pessoa

Amar é ficar ao lado

De quem se ama numa boa.

 

Quando toca o silencio

Penso que todos me esqueceram...

Mas lembro-me que no mundo

Sou importante para alguém...

 

Em toda vida existe amor,

O tédio e a saudade

Saudade palavra comprida

Mas nem sempre felicidade

 

Perguntei o que é saudade

Explicar alguém me quis

Saudade é a infelicidade

De quem tenta ser feliz

 

De todas as belezas da vida

Do desabrochar de um flor

Um pedaço de cada um

É dominado pelo amor.

 

Pseudônimo: Simone Floreal

 

 

ADOLESCENTES

Sandra Regina Vanni

Nascida em Macatuba, onde reside com seus familiares, manifestando

 seu gosto pela arte participou pela 1ª vez em Concursos de Poesia.

 

Somos frutos que dizem ser de uma geração fracassada

Fracassada por nada fazer

Apesar de fazermos de tudo pela vida

Tudo nem sempre é suficiente para vencer

 

Nem sempre todos fazem o que podem

Podem e não querem fazer

Às vezes querem, mas não fazem

Não fazem por nada receber

 

Somos assim, às vezes egoístas

Queremos sempre, tudo que a vida tem de melhor

para nos oferecer

Mas não tentamos através de conquistas

Receber e fazer por merecer.

 

Pseudônimo: Janes

 

 

ONDE ESTÁ O GOVERNO?

Camila Daniela Dias

Estudante, nascida em 04/03/82 nesta cidade, onde é residente

 com seus familiares.

 

Se pararmos para pensar,

na seguinte conclusão iremos chegar:

no nosso país tem muita riqueza,

no entanto, vivemos numa total pobreza.

Nosso país tem muita beleza,

e muita gente cheia de tristeza.

Nosso governo esbanja dinheiro sem precisão

não vê as dificuldades dessa nação

crianças morrem de fome lá no sertão

e outras vivem sem nenhuma proteção

como podemos reverter essa situação?

Crianças que dormem na rua

e seus pais vivendo no mundo da lua.

Porque o governo não pára, para nelas pensar?

Não devemos ficar na esperança,

de que um dia tudo irá melhorar.

Para o governo, nós não temos importância,

e as pessoas se perdem no meio de tanta ignorância.

Como eu queria que fossemos brasileiros sem ganância!

É pena que a maioria não pensa assim,

se pensassem, tudo isso teria um fim.

Então fico pensando:

“Onde está o governo soberano?”

 

Pseudônimo: Nathália Samurari

 

 

 

 

ONDE ESTOU?

Amelie Vital Ishihara

Residente em Macatuba, integrante do Coral formado pela Casa da

 Cultura, sempre ativa nos movimentos culturais da cidade, sendo

 esta sua 1ª participação em Concursos de Poesia.

 

O meu sinhô me envolve

Estou sobre a cama

Lembrando do passado

das coisas que já fiz

Nada pode ser mudado

Minha vida é uma representação

Represento que sou feliz

Pois tenho meus remorsos,

aqueles que corroem por dentro,

Tento passar mensagens.

Mas só o que consigo são códigos,

palavras sem significado.

Não posso expressar meus sentimentos.

Estou na adolescência,

estou no mundo sem volta,

agora fecho as portas do meu coração,

para não acharem a solidão,

essa, que se esconde entre risos.

É como uma música que não

Se acaba mais

Meu sofrimento é assim

É o fim.

 

Pseudônimo: Nádia Rebel

 

 

DENTRO DE MIM

Amelie Vital Ishihara

 

Agora, o mundo é cheio, violento

e dentro de mim,

guardo a inviolável certeza

que um dia a tristeza

vai acabar;

Mundos se constroem

e roem lentamente a cada dia que passa,

um pouco mais a humanidade.

Saberei um dia

acabar com a negligência

Em que vestidos de branco,

médicos da sobrevivência

aclamarão entre todos,

uma palavra de afeto,

que acolherá os corações

de quem nunca soube

o que é Amar...

 

Pseudônimo: Nádia Rebel

 

 

UM CORAÇÃO APAIXONADO

Adriana Maciel Donato

Nascida em 08/09/82, estudante, reside em Macatuba, participou

 pela 1ª vez em Concursos de Poesia.

 

Mais uma vez ele veio

cheio de alegria,

cheio de amor.

Seu coração, acelerado batia

Querendo me dizer coisas

Não conseguia.

 

Estava carente,

precisando de alguém      

Estendi a mão

e veio ao meu encontro

pedindo meu consolo,

e eu o consolei.

 

No calor dos meus braços

ele se aconchegou

Teve mil felicidades

Também ao sue lado

Eu me sentia feliz

 

Ele me deu seu amor,

Eu me apaixonei

Sentindo o calor do seu corpo

Me entreguei

 

Mas um dia sem motivo

ele se foi

Me deixou só

e na solidão

Como são as coisas da vida

Ontem eu chorei

implorei, me arrastei

para ele voltar.

 

Hoje é ele quem chora

Pedindo pra eu ficar.

 

Pseudônimo: Leide

 

 

 

 

 

CATEGORIA ADULTO

 

 

 

 

PRETÉITO IMPERFEITO

1º Lugar – Érica Pinheiro

Residente em Macatuba, nascida aos 10 de novembro de 1975,

 cursou 1º e 2º graus na E.E.P.S.G. “Fernando Valezi”, participa

 ativamente das manifestações culturais da cidade.

 

Dissesse

fizesse

falasse

mobilizasse sorrisse

amasse

cresse

perdoasse

precavesse

soubesse

trouxesse

visse

construísse

ouvisse

pedisse

possuísse

aceitasse

rejeitasse

enxergasse

surpreendesse

suspendesse

corrigisse

Agora o pretérito é sempre imperfeito

é feito do efeito do futuro perfeito

que afeta a consciência

Imperativo afirmativo é feito a vida

Diga

Faça

Fale

e não permita que o pretérito domine seu futuro

hoje!

 

Pseudônimo: Ventos

 

 

IN-DIFERENTE

2º Lugar – Célia Regina Peraçoli

Nascida aos 23 de junho de 1971 nesta cidade, reside atualmente

 em Curitiba – PR, professora, sempre ativa nos movimentos culturais

 da cidade, participou em todos os Concursos de Poesia.

 

Vomite frases difíceis

E acharão inteligente

Fale a verdade

E acreditarão na sua mentira

Camufle suas intenções

Logo saberão o que esconde

Sorria sempre, mesmo na dor

E acreditarão no seu sucesso

Seja sincero

E acharão você medíocre

Finja

Seja diplomático

E acreditarão na sua cultura erudita

Esconda as cartas na manga

Acharão você, um bom jogador

Coloque as cartas na mesa

E pensarão que esconde o jogo

Diga sempre não

Acharão você, um homem de palavra

Na histeria, permaneça em silêncio

E acreditarão que é um homem civilizado

Seja bastante claro

E acharão confuso demais

Siga todas as regras sociais

E saberão que é um bom cidadão

Infrinja a lei

E condenarão sua loucura

Lute

E impedirão sua resistência

Seja leve

E corromperão o peso de suas asas

Tenha os pés no chão

E negarão sua utopia

Alimente-se

E comerão o seu estomago

Ame

E te matarão de tuberculose

Corra para todos os lados

E te encarcerarão numa circunferência

Permaneça exatamente onde está

E o tempo o sedimentará

Deixe as coisas acontecerem naturalmente

E acreditarão no seu equilíbrio

Fale sempre o que pensa

E te acharão diferente

E a diferença mete medo!

 

Pseudônimo: Fênix.

 

 

PASSAGEM

2º Lugar – Maria de Fátima Mariano de Pontes

Nascida e residente em Macatuba desde 1956, professora de Educação

 Física, manifestando seu gosto pela escrita com sua 1ª participação

 em Concursos de Poesia.

 

Teus braços desvalidos afrouxaram-se

O corpo que o sustenta esmoreceu-se

Arca-se ao peso de longas primaveras.

O outono já passou para você!

Desses frutos vigorosos em abundancia

Derramaste sobre eles teu suor

Muitas noites sem dormir também passaste

Talvez no acalento de alguém vã.

E o sol do verão que não sentiste

Pelo fulgor do teu olhar pode-se ver

Que ainda há em tua alma lucidez

E uma loucura indomável de viver.

A neve que cobriu tua cabeça

Deixou o teu olhar sem esperança

Caminhas a passos lentos comoventes

E teus olhos a marejar como em criança

Sufocam em teus lábios um triste ai.

Saudades?... Não dá mais para voltar!

Da primavera não verás o sol nascer.

Somente as flores uma a uma sobrepõe-se a perfumar

O imenso vácuo que ocupou o teu lugar.

 

Pseudônimo: Tita

 

MACA-TUBA

3º Lugar – Maria da Graça M. Pontes

Macatubense desde 1951, contribue bastante para o progresso desta

 cidade. Professora, amante da literatura, enriquecendo o meio cultural

 com sua participação no Concurso de Poesia.

 

Entre frutos silvestres

em abundância

pacata vila

Cheiro de mata

agora escassa

Berço de nativos

recebeu migrantes

Misturando raça

espalhando o verde

seus frutos colheu

alimentando vidas

Transformando o caldo

doce após queimada

industrializada

Dando pão ao pobre

elegendo o nobre

laboriosa lida

Divisando um rio

rio dos bandeirantes

de homens errantes

recordando os fatos

remoendo os atos

amarelas fotos

De um extremo ao outro

modelando a via

palmeira esguia

liga a rodovia.

 De heróis guerreiros

com simplicidade

será Macatuba

esta tal cidade?

 

Pseudônimo: Aguapé

 

 

DIGESTÃO

3º Lugar – Érica Pinheiro

 

O homem come

come tudo o que vê

ingere tudo

e não sabe porque

está condicionado a engolir

engole o sapo

engole as sobras

engole as sombras

ingere seus medos

degusta os dogmas

digere a intolerância

Come tanto

que sente ânsia

Come a mídia

e consome sem fome

Ingere a política

que intoxica

E se come a retórica

se nada enxerga

e já não vê mais o que engole

mas continua

engolindo

mesmo o podre e o impróprio

E come os seus pesadelos

e come o que querem que coma

sem ao menos reclamar do tempero

E tudo o que comeu já não o sustenta

Precisa então comer um pouco de fé

come então o mistério

Sobrevive assim

comendo muito de tudo

e continua habitando o barraco

e passando fome.

 

Pseudônimo: Vento

 

 

ÁRVORES DO ENREDO

Érica Pinheiro

 

As raízes rasas

resumo do todo obtido

resposta do resto impreciso

sombras sobras sacrifício

retém seiva soluto

saúde sonho ciúme

solícita ilícita

O caule completo confuso

concede condensa

comigo

contido fluente

recorre

refém seita suspiro

Galho gosto ofendido

simples cético selado

sela solar cindida

implícito revela

azul nuvem sentido

As folhas vital

esparsa efêmera inverno

morre outono vive

explícita

verde águas turbulentas

lentas precárias feridas

cura procura celebra

recurso inofensivo

Flores antenas

anteras eras atenas

antigas formas veludo

vestidas

desnudas odoriza verte

palavras premissas

missas ritos festas

secas

lembranças

naturalmente imprevistas.

 

Pseudônimo: Ventos

 

 

ALUCINAÇÃO

Maria de Fátima M. Pontes

 

És como a água nascente faz de repente e brota da gente

Eloqüente,

Simplesmente,

Sutilmente,

Envolvente e constante, surges num instante.

Serei sempre amante, mesmo sendo errante.

Vive em mim o teu semblante,

Ofuscante,

intrigante,

transitante.

Semelhante a água nascente, corrente ou enchente que empolgam

a gente.

Mesmo em corredeira que corta a pedreira e traçando o caminho

se faz cachoeira.

Não encontras ternura,

afeto,

    carinho ou sequer

     esperança nesse

teu caminho.

Insegura encontras

    censura

    amargura

       a dor,

   a tortura.

Aportas na rua!

E do lado imundo constróis os teus sonhos, fases dos castelos

o próprio herói, que rouba, que mata,

estupra, domina

extermina, assassina...

E das grandes chacinas és o vagabundo.

Te falta criança, amor e carinho.

 

Pseudônimo: Tita

 

 

INTEMPÉRIES DO SER

Maria de Fátima M. Pontes

 

O amor morreu.

Minh’alma é fria qual neve leve,

Que cai de mansinho a acariciar,

Os galhos das árvores,

O viço da relva,

Num sopro de brisa.

Matando da flor à raiz num golpe profundo,

Não deixa esperança.

Nem resta a semente de onde viria a ressurreição.

E ao brilho do sol, tudo é um manto negro a seguir os passos

Que desaparecem no gelo do chão.

A embriagar a terra fecunda,

Consomem aos poucos a vida que resta neste coração.

É o breu da noite que me traz o brilho do luar constante pra

me consolar.

E a chorar comigo o céu turbulento,

Em trovões e raios embebem o chão.

De onde resplandece o esplendor da vida,

Brotando a semente que estava contida

Neste torrão.

 

Pseudônimo: Tita

 

PARALELEPÍPEDO LIQUIDIFICADOR

Célia Regina Peraçoli

 

Diante de uma folha em branco,

linhas traçadas paralelamente, sinto-me “Camões brasileiro”.

Obs.: Uma louco mania cada tem.

São tantas as palavras

          para

  

   lavras

          as

          palavras

São tantas as formas.

          for

   mas

      às

          fôrmas

       as

          formas

Que eu já não sei o começo e o devido lugar do fim ponto final.

E assim tudo fica 100 pé nem cabeça, cem começo nem fim, mas fico na esperança que minha mão direita, poderia ser “de esquerda”, movimente-se desenhando sinais gráficos que pelo menos queiram dizer alguma coisa: a, b, c, reticências

Desfilo meu . de vista virgula minhas opiniões e minhas dúvidas vírgula de um parágrafo e outro . ezibindo minha “filosofia redacional” vírgula espondo a lingüística questionada vírgula provocando encontros e des...encontros consonantais tais ponto.

Enfoco o mundo das palavras conforme meu mundo (estante de conhecimento, porão de cultura), socegado irredutível prático, lunático, mas completamente compreensível.

Posso, poço argumentar em prosa ou verso, desde que esteja nos limites da gramática, gra-má-ti-ca (proparoxítona), ocasional açascinada.

E me vejo-me diante de uma folha em branco, linhas traçadas paralelamente, sentindo uma louca ânsia, acho que vou vomitar, se por acaso essas mal mau traçadas linhas não forem interpretadas como flexíveis, transponíveis, se os problemas e dificuldades de Língua Portuguesa apresentados não forem reconhecidos e se eu não for louvado pela minha arte, é claro! escuro? 

 

Pseudônimo: Fênix

 

 

JARDIM DAS OLIVEIRAS

Carlos Alberto Soares de Goes

 

Foi ali no jardim das oliveiras, que mais uma vez a gente se encontrou

Foi ali bem debaixo das estrelas que em nosso peito o amor brotou.

 

Eu não sei retratar e nem sei como compor,

mas foi um momento lindo de amor

 

O tempo passava depressa e a solidão chegava

Já estava quase na hora de te levar embora,

mas o nosso amor foi tão grande que até o tempo parou

Levou a solidão para longe e a sós nos deixou

 

Parecia um conto de fadas

amor assim eu nunca vi,

só queria ter você juntinho

pertinho de mim.

 

Foi ali no jardim das oliveiras

foi ali bem debaixo das estrelas.

 

Pseudônimo: Goes

 

 

ALGUÉM ESPECIAL

Carlos Alberto Soares de Goes

Natural de Macatuba, em 13/02/75, onde reside com seu familiares,

 é estudante universitário e trabalha como auxiliar de escritório, é

 estreante em concurso de poesia.

 

Era quase meia-noite, comecei a descrever

suas formas e seu jeito de sentir prazer

 

Veja só o que aconteceu, o meu sono acabou,

pois em você meu coração se inspirou

 

As palavras foram saindo de mansinho, devagar

E uma lágrima rolou em meu olhar

Na mais pura emoção soltei um grito de prazer

Eu te amo e não consigo te esquecer

 

O que eu quero é te amar

Te amar o dia inteiro

De janeiro a janeiro

Numa ação sem fim

 

Te envolver em meus braços

me perder nos espaços

ter você só pra mim

assim

 

Pseudônimo: Goes

 

 

TUDO DEIXOU DE SER UM SONHO

Lúcia Ap. Artioli Grassi

Macatubense desde 1956, residente nesta cidade com seus familiares,

 é participante de todas as manifestações culturais da cidade,

 professora e bibliotecária na escola Fernando Valezi.

 

Se tudo não passasse de um sonho,

E o sonho fosse realidade,

Eu não viveria mais tristonho,

Eu teria muita felicidade.

 

Mas foi quando eu descobri,

Que sonho eu mesmo era,

E que sempre parado, parado aqui,

Eu vivia a esperar a primavera.

 

Ao perceber que podia conseguir...

Ter a beleza e a alegria na mão...

Eu parti com tudo para a luta.

 

E nesse vai-e-vem eu decidi ir,

E quando fui, fui com emoção,

E descobri que a vida

É uma grande peça de teatro amador,

Que às vezes quer ser profissional.

 

Pseudônimo: Mihael

 

 

CAMINHO À VIDA

Fabiane Cássia Adão

Nascida em Macatuba aos 22 de maio de 1975, cursou 2º Grau na

 escola Fernando Valezi, professora, participou pela 1ª vez em

 Concursos de Poesia.

 

Sem rumo de vida

Com motivo para viver

Sempre a procura de ajuda

Na inocência de receber.

 

Com medo de lutar

Com sabedoria a desejar

Com esperanças de ganhar

Com razão para enfrentar.

 

Tendo único motivo de alegria

Me ensinando a aceitar

Seu carinho todo dia

A esperança do mundo melhorar.

 

Mas os momentos vem e vão

Espertos os que sabem agir

Não sabendo o que têm na mão

Somem e deixam de existir.

 

Com inteligência e simplicidade

Sendo humilde e tendo honestidade

De seguir a única realidade

A encontrar sua felicidade.

 

Pseudônimo: Sempre Viva

 

 

EMOÇÃO E ILUSÃO

Adriano Israel Soares

Nascido aos 20 de maio de 1974, residente em Macatuba, trabalha

 como pintor, participou pela 1ª vez em Concursos de Poesia.

 

Onde está aquela emoção

Que um dia foi minha

Hoje é apenas uma ilusão

De teus lábios, doces palavras

Saia...

 

Emoção que era uma dor

E machucava o coração

Sempre se expressando

como uma flor.

 

Expressão que sorria

Mas, por trás, lágrimas caia

Junto com o vento que assobia

Levando para longe a agonia

 

Emoção que dói, que queima

Como um ferro ardente

Ilusões insuficientes

De uma pessoa que agonia.

 

Negra como a noite

De um céu em nuvens escuras

Escuras como a morte

Cheia de palavras de sorte.

 

Afinal Ilusão e Emoção

Não passam de sofrimento

Que entram, entram no coração

E ficam por um momento.

 

Pseudônimo: Dri

 

 

MEU CORAÇÃO

Marcos Rogério Valardão

Nascido em 25/09/75, estudante, reside nesta cidade com seus familiares,

 participou pela 1ª vez em Concursos de Poesia.

 

Não sou bom de canção

Nem sei tocar violão,

Não seu se esta vai ser minha profissão,

só sei que o que faço é com emoção.

Quando pego o lápis na mão,

Não posso deixar cair no chão,

E devo colocar aqui o que tenho no CORAÇÃO.

Não sou bom de briga, nem de fricção,

Só sei que o que aprendi, serve

Para defender minha PAIXÃO.

Quando você ver uma assombração,

Mande-a para o porão, se não adiantar

dê-lhe um tiro de canhão.

 Não tenho defeito nem mania,

o que posso dizer é que vou ao

Baile à Fantasia

Por isso que o Brasil não tem jeito,

Pois aqui tem um sujeito que me

Diz, que quer ser o Vice-Prefeito.

AMOR você está com medo do bicho papão,

Então vem para mim que guardo você no meu CORAÇÃO.

A você paixão, deixo

Esta pequena recordação.

 

Pseudônimo: (RRRR) Roberto Rogério Rei Romântico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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