XV DE NOVEMBRO - Nasce a República

Comemoramos neste dia 15 de Novembro, o 119º da Proclamação da República do Brasil.

Os dois mais importantes fatos históricos do Brasil são a Proclamação da Independência em 7 de setembro de 1822 e a Proclamação da República em 1889.

São fatos consideráveis que nos dá orgulho de nossa brasilidade.

Ainda que sejam contados esses acontecimentos com um misto de poesia, fantasia e algumas inverdades não podemos de cultuar não somente as datas, mas também homenagear todos aqueles que de alguma forma contribuíram para a construção deste Mundo Novo invejável que se chama Brasil.

Temos como a figura mais importante da Proclamação da República, como ponto central de todo o movimento republicano a pessoa respeitável do Marechal Deodoro. Acontece que na realidade a proclamação da república não se processou no ato do Marechal Deodoro, no Campo de Santana, montado em um belo cavalo, de espada em punho e em riste, como retrata a famosa pintura.

A adoção do sistema republicano em substituição à monarquia se processou através de um movimento muito anterior ao XV de novembro. O primeiro fato realmente significante não de deu no Rio de Janeiro, mas em Itu-SP, de quando se fundou o Partido Republicano Paulista, conhecido como Convenção de Itu.

E não foi somente a Convenção que determinou a mudança de nosso sistema político, mas o empenho de paulistas ferrenhamente republicanos, acolitados por políticos de outros estados que residiam na Capital do Império.

O primeiro fato efetivo para a proclamação da república, objetivo e concreto, se deu no dia 6 de novembro de 1989, quando Manoel Campos Sales, chefe do Partido Republicano Paulista, recebeu uma carta do Rio de Janeiro, subscrita por seu amigo e republicano, Aristides Lobo, dando-lhe conta Marechal Deodoro, chefe supremo do exercito havia aderido à revolução republicana contra a Monarquia. Aristides Lobo conclamava Campos Sales a partir imediatamente para o Rio de Janeiro considerando que a presença do Partido Republicano era imprescindível e caso não pudesse deixar São Paulo que madnasse Francisco Glicério, republicando de quatro costados.

Depois de ler e reler a carta recebida foi até o escritório de Rangel Pestana, que além de republicano de prestígio comandava o jornal “Província de São Paulo” – hoje o “Estado de São Paulo”.- onde tomaram a decisão de telegrafar a todos os integrantes do Partido para uma reunião urgente, inclusive Bernardino de Campos, Governador da Província de São Paulo.

Reunidos no dia 7, com as figuras mais expressivas da política de São Paulo, discutiu-se sobre as decisões a serem tomadas que exigiam coragem, perseverança e determinação, inclusive ficarem preparados para enfrentar o ostracismo, a prisão e até a morte, caso fracassasse a batalha contra a Monarquia. Por outro lado, se fossem vitoriosos estariam garantindo a implantação de democracia, a reforma política, além de assegurar a liberdade econômica e garantir a ordem institucional. Decidiram pela continuidade do movimento.

Resolveram então mandar Francisco Glicério para o Rio de Janeiro, dando-lhe como incumbência, relatar para os paulistas republicando todos os acontecimentos sobre o movimento. Foram no Rio de janeiro os oitos dias mais intensos da vida de Francisco Glicério que, atento aos objetivos participou de todos os atos que antecederam a Proclamação da República.

Ainda que já estivesse definido o quadro político da revolução, os republicanos encontraram certa resistência do Marechal Deodoro, que, como conservador e amigo de D. Pedro II, devia-lhe obrigações pessoais.

No entanto, pressionado .pro grande número de oficiais do exercito de grande prestigio e de oficiais inferiores, o Marechal não teve como ceder e concordando com os propósitos dos revolucionários.

No dia 15 de novembro de 1889, às 9:30 h., o Marechal Deodoro da Fonseca e o Visconde de Ouro Preto, Ministro de Estado,s e encontraram no quartel Deodoro fez questão de dizer a Ouro Preto que a proclamação da república tinha como intenção vingar as ofensas recebidas pelo exército , o que na realidade era um movimento político, nascido em São Paulo e que tinha por fim a doção de um novo regime. Na continuidade de sua comunicação Deodoro disse ao Ouro Preto que pessoalmente daria essa informação ao Imperador, que do seu quartel general, dizendo-se muito cansado, não foi ao Palácio Imperial, mas para sua casa.

Temendo que Deodoro não desse continuidade à sua decisão, visto que além de favores devidos ao Imperador e ser este seu amigo, o republicanos foram para a Câmara Municipal e Proclamaram a República, sendo que Decreto foi lido em plenário por José do Patrocínio.

Estava proclamada a Republica Federativa do Brasil.

E é a partir daquele momento que nós brasileiros podemos render hoje, com orgulho, as nossas homenagens àqueles que entenderam que a democracia, fruto aqui do regime republicano, hoje é uma realidade no Brasil.

Caio Celso Nogueira de Almeida, é Advogado em Garça, SP, Membro fundador e do Conselho Fiscal da OSC Patriotismo

( Obs: No texto originalmente enviado pelo seu autor, constaram dois erros na digitação, indicando as datas de 1922 e 1989 para a Independência e República, quando o correto seria 1822 e 1889.
A correção só foi possível graças à oportuna observação do visitante Marcos F., de Campinas, através do FALE CONOSCO. A ele agradecemos a colaboração, com esta nota)

Caio Celso Nogueira de Almeida - FALE CONOSCO - 11/12/2008

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