FORTALECIMENTO DA SOCIEDADE

Por meio de nossa formação cívica, devemos abaluartar o ser humano assentado, digno, honrado, disciplinado e de caráter e moral elevado. Devemos procurar otimizar e transformar o indivíduo em cidadão, abeirando seu ajustamento às particularidades dos grupos a que se liga, situando-o na família, no trabalho, nas instituições sociais e na comunidade, ajudando-o a arquitetar seus próprios movimentos, pelo claror da cidadania plena, destravando os cintos da insegurança e do pessimismo, sem cor e sem profundidade, para colorir e acalentar o coração colocando a alegria no viver.

Temos que procurar incender, soerguer e refocilar no povo brasileiro, o civismo latente e muitas vezes apartado, que se acopla em seu âmago, levando-o a ufanar-se de seu torrão pátrio, sem dissimular e subterfugir seus sentimentos, lutando pelo seu desenvolvimento integrado, na plenitude da justiça social, com os olhos fixados no pavilhão brasileiro, com naturalidade, equilibrando as exigências da comunidade integrada, com o atendimento das necessidades demandadas pelas ações normais das transformações e do evolucionar da realidade nacional.

É nosso dever como cidadão pleno, doutrinar a comunidade que é pela observância de seus ditames que uma nação traduz seu espírito de disciplina, proficiência, probidade e educação, fatores imperiosos na nobreza e altivez de um povo dentro dos valores democráticos, pois assim visualizarão um aporte e um apanágio para o juízo de uma sociedade forte, elo indispensável para a ascensão de um país, num clima de liberdade e de respeito à dignidade do homem, a fim de obter prosperidade e paz social, arrimado nas tradições espirituais e morais do nosso povo, com alvedrio e bem estar.

Os princípios imutáveis da Moral e do Direito, os ideais da retidão e do civismo, representam as aspirações imanentes da consciência nacional e mentalizam o cerne das conjeturas basilares de natureza ética, como uma encarnação de todas as virtudes morais.

São os lídimos e provectos cidadãos de nosso país, abarcados pelo civismo e cidadania, que constituem a primaz linha de combate, objurgando e insulando continuamente o miasma da corrupção. São os que labutam com alevantados ideais, pela grandeza do país, na pugna inominada da rotina diária; nos campos, nas cidades, nas indústrias, nos escritórios, nos hospitais, nas escolas, e em todas as atividades e empreendimentos que dão vida e alento à nação, impulsando-a e enriquecendo-a para fazê-la mais feliz, sobrepondo, por conseguinte, a consciência cívica, moral e ética da nossa nacionalidade, como uma semente reservada a disseminar no espírito do povo brasileiro, e com isso não maquiar e os seus mais nobres e dignos sentimentos, conduzindo-o a condutas sem probidade, à decrepitude ética, ao alquebramento, à pusilanimidade e ao empobrecimento moral.

Devemos com a plenitude de nossos objetivos como cidadão, reconhecer que se a sociedade for tíbia, desapercebida de probidade, sem integridade, sem acendimento, sem caráter e trôpega, o país estará beirando os descalabros e escombros econômicos, sociais e políticos, plugados nos rumos incertos, estará sempre fadado ao abastardamento, à degradação e ao derruimento de seus costumes, de suas mais altas tradições, de seus valores, de sua coesão, da amplitude de seu consenso, de sua linhagem e conseqüentemente de sua soberania.

È nosso dever fazer a sociedade brasileira entender que se ela estiver adequando a sonolência e o deperecimento de nossas maiores forças morais, bem como a obsolescência prematura do capital humano, sem elevação de suas aspirações, suas perspectivas de vida, lazer, conforto, saúde, liberdade e de trabalho mais gratificante, estará adotando o viés da atuação comunitária. A proclamação e dedicação à Pátria, aliadas aos padrões nobres de comportamento, são as alavancas primaciais para forjar e assegurar a exeqüibilidade do enriquecimento moral de um país, que quer ser grande e avultado. Como disse Coelho Neto com muita propriedade: “A Pátria é um grande feitiço, o inviolável tabu, que deve ser amado cegamente, sem ser tocado”.

Os nossos olhos devem ficar alumiados de amor e orgulho, ante o majestoso festival de cor, encanto e beleza, que nos ofereceu ao nosso solo a dadivosa natureza e o esplendor que ele traduz, insuflando em todos nós, a aderência favorável de agentes de concretizações pessoais, permitindo o acrescentamento de nossas participações no contexto geral da nação, convergindo para a preservação do ajustamento do patrimônio nacional, através de aditamentos da operosidade no trabalho e no acumpliciamento na geração de riquezas, abrigando e priorizando a intangibilidade brasileira e sua capacidade de autodeterminação.

Devemos lembrar também, de Rui Barbosa quando expressou: “A Pátria não é ninguém: são todos. E cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A Pátria não é um sistema, nem seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua, da liberdade. Os que a servem são aqueles que não invejam, os que não infamam, os que não conspiram, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acovardam, mas resistem, mas se esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, admiração e o entusiasmo”.

É nosso dever acreditar intensamente que serão, pois, os sentimentos e predicados nobres, e os padrões corretos de comportamento, com o grande manto da fé e da esperança, os tributos que serão depositados e semeados nos caminhos desarraigados, que irão espargir a luminescência necessária para clarificar as imperfeições sombrias do passado, buscando nos lauréis de nossos méritos, o FORTALECIMENTO DA SOCIEDADE.

O amor e dedicação à Pátria incidem em um sentimento nobre, abnegativo e diuturno, na implantação de todos os deveres cívicos e éticos, considerando-se o indivíduo continuamente aproximado aos interesses e empenhos coletivos na identidade de seu país, depurando com exaustão, os antagonismos internos e externos, evitando o estiolamento da sociedade. Esse amor não se mensura pela grandeza, inópia ou opulência inexcedível de seu país; desenvolvido ou não, deve sempre ser amado por todos os que convivem em seu torrão natal.

O cidadão que ama sua Pátria não se restringe em aclamar o seu amor esfuziante. Ela sedimenta, além disso, uma sagrado vigília por tudo que lhe diz respeito, esmerando-se em servi-la com seus sentimentos cívicos. O país que é miscigenado com uma população que vive numa seqüela desvairada, em total apatia, sem amor e dedicação à Pátria, está decisivamente execrado ao desmoronamento, desorganização e enfraquecimento de sua nacionalidade e de suas mais belas reminiscências históricas.

Respeitar, obedecer e privilegiar as normas de seu país é assoalhar um grau muito elevado de cultura e civilidade. É preciso exteriorizar esse sentimento nobre e ter orgulho e sobrançaria de nossa nacionalidade, e de reportar-se a um país com território de continente e exuberante. Há obrigações impostergáveis de avanço contínuo dos índices nacionais de ensino. A educação nas escolas e na família e muita disciplina são fundamentais e inequívocas para o acrescentamento da condição de vida dos cidadãos e tributar de maneira positiva e lídima para o progresso de nosso país. O ser humano sem instrução e sem particularização profissional, não tem condições de disciplinar e estruturar sua vida. Torna-se então artefato de uma sociedade erradia, sem alento moral.

A nossa sociedade para ser forte e alentada, deve procurar, sobretudo, resgatar o anseio cívico, a auto-estima, através da valorização do homem pela educação, com muita força de trabalho e com isso amainar a extensão entre o certo e o errado. Aliás, sobre a valorização do capital humano, o economista Carl Dahlman do Banco Mundial no 14º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro, em maio de 2002, disse, sobre a qualificação e motivação dos trabalhadores, referindo-se ao advento da economia do conhecimento: “O Brasil precisa com urgência de duas âncoras: Uma revolução pela Educação e uma revolução na Educação”.

Precisamos compor uma sociedade conectada, sinérgica, candente, instruída, assisada, proba, de caráter altivo, com muito civismo e cidadania e depurada de improbidades. Com isso o progresso e desenvolvimento são decorrências. Através da sociedade fortalecida, teremos mais capacidade de eleger nossos representantes políticos também sérios, transparentes, atinados e com qualificações mais ajustadas, sem maquiar suas importantes funções.

O nosso país, pela sua presença e porte gigantesco, com seus desmesurados recursos minerais e naturais, faz jus a uma posição de realce no panorama mundial, e é o povo brasileiro que irá acorrer nossos governantes a torná-lo credor dessa posição, pois a Pátria é uma grande família nacional, a mãe comum de todos seus habitantes e todos têm o dever imperante de zelar por ela, contribuindo para destacar o desenvolvimento com estabilidade e arrefecimento da desigualdade social, mitigando a pobreza. O ser humano não pode ser dissociável, pois seu próprio temperamento, demanda a convivência grupal. Não pode viver às canhas, e para viver conjugado, não deve feriar suas normas e convenções sociais. A sociabilidade e a civilidade, pois, consiste na observância recíproca entre os membros da comunidade, desses importantes pré-requisitos. O cumprimento do dever é, pois, o ideal sem lindes, da vida e do caráter. O homem pode não ter habilidade ou talento, dinheiro, posição social e nem propriedades, mas ser alentado, honrado, verdadeiro e leal. Seu requinte no caráter não consiste apenas um comprometimento, que irá trazer prerrogativas meramente individuais, e sim um débito social; pois a perfeição e o esmero de cada indivíduo cultivarão uma sociedade saudável e perfeita, e a Pátria, que abarca a todos nós, será nobilitada, engrandecida e alinhada nos atributos positivos de seus filhos, para uma perfeita consistência social.

Ao incentivar o nosso povo a cumprir seus deveres como cidadão, devemos lembrá-los de algumas das regras fundamentais para edificação de uma sociedade fortalecida e avultante: o acolhimento das aspirações do povo em geral, eliminando a possessão de veemências individuais e de determinados grupos, classes ou regiões, para cingir o ajustamento social, a distribuição justa de rendas e cultivar uma sociedade aberta num regime multiplicadamente democrático.

As nossas instituições, notadamente a familiar, a educacional, a religiosa e a assistencial serão mais alentadas, quanto maior for a acedência dos valores que a cercam, e esses valores estão inseridos com certeza nas seguintes qualidades do cidadão:
- Ser cidadão é aquele ser humano sensível, que perpetra através de suas atividades individuais e coletivas, um civismo dinâmico, que busca amar o próximo, que acredita na grandeza do seu país, que sobrepuja a ausência de conhecimentos, a adversidade e a dor, que vence as iniqüidades sociais, exercitando obras visando o bem comunitário, interiorizando os valores éticos e morais, estimulando a obediência e a deferência dos fatos e a fidelidade, a integridade e o anseio ao dever, a laboriosidade e a paciência, a paz benevolente e a dor com humildade, o amor ao próximo e a fraternidade com amor.
- Ser cidadão é aquele que pondera sua existência com elevada aplicação, numa associação saudável de paz e harmonia edificativa, como um vaso raro de ampla estimação, na expectativa de conter a mais linda flor do universo.
- Ser cidadão, na configuração de sua alma, tranqüila e serena é ter saúde moral em transmitir a todos que o circundam, uma atmosfera de amor, paz e de luminosidade benévola, nas paradas de cada jornada de sua existência, trilhando continuamente a avenida da verdade e da moral.


Enfim, ser cidadão é convencer-se de que a criança que fomos um dia, não se envergonharia do adulto que somos agora.

Tristão de Athayde, num de seus escritos, comentou sobre anti-solidariedade: “A procura do bem próprio é não só uma inclinação natural em cada ser humano, mas um dever. Sempre, porém, que se converte num egocentrismo anticomunitário, torna-se uma forma negativa de caráter dissolvente e corruptor: o individualismo. Se a vida interior profunda é uma condição indispensável a uma vida social fecunda, a misantropia é uma alienação individualista destruidora da solidariedade”.

É importante apregoar com insistência que temos todos os ingredientes e as ferramentas, para construir um país forte e desenvolvido, mas necessitamos de pujantes alavancas de motivação e trabalho, vinculo solidário de sentimentos e aderência conscienciosa de intentos pela nossa pátria comum, pairando adiante de quaisquer desacordos aleatórios, liberando o nosso patriotismo. Vamos procurar fazer nossa sociedade tirar todo o verniz da improbidade, pois, não ajuizar a justa moral, ajudar a ferida a não cicatrizar é não acreditar na verdade, é não querer evoluir como ser humano digno. É ficar abduzido da sociedade em todas as jornadas e paralelos da vida, que engalana a humanidade.

Vamos procurar deixar de lado a praxista “Lei de Gerson”, e suas influências negativas, procurando nos desviar das alamedas negras e das cavernas abstrusas da improbidade, que debilitam uma sociedade, através de procedimentos sem integridade, que partem de quem não tem o mínimo compromisso social , confinando-a num vicio da corrupção e da sujidade moral.
(O Autor é Membro do Lions Clube de Bauru Centro, assessor de civismo e cidadania do distrito lc-8-Lions clubes, doutorado em ciências policiais de ordem pública e segurança)

Cel IRACY VIEIRA CATALANO (Bauru, SP) - FALE CONOSCO - 12/29/2008

Nome
Email
Fundo de Tela:
Escolha sua configuração e baixe o seu:
Desenvolvimento: Aion Informática