ABDICAÇÃO - 7 de abril é data histórica

Hoje, 7 de abril, comemoramos o dia em que D. Pedro I abdica do trono em favor de seu primogênito.

História

Em 7 de Abril de 1831, D. Pedro I abdica do Trono Imperial em favor de seu filho Pedro de Alcântara (5 anos de Idade).

Começa aí o período de Regência, a fase de lutas sociais no Brasil que mais forjaram o bravo caráter do brasileiro. De fato, as lutas da elite em busca do controle do poder entre a Abdicação e a Maioridade estimularam as revoltas em vários pontos do Império.

Incidentes políticos

Os conflitos entre o legislativo e o executivo, isto é, entre o Parlamento e D. Pedro I, foram acumulando até que, no dia 5 de abril de 1831, o imperador demitiu o ministério, então composto só por brasileiros.

D. Pedro I nomeou um novo ministério constituído por seus auxiliares mais próximos, todos detentores de títulos nobiliárquicos, que rapidamente foi apelidado de “ministério dos marqueses”.

Na manhã do dia 6 de abril, quando a notícia se espalha, circula ainda o boato de que os chefes liberais, como Nicolau de Campos Vergueiro e Evaristo da Veiga, teriam sido presos. Uma manifestação popular é organizada, liderada por homens como Odorico Mendes, Borges da Fonseca e Vieira Souto, em conjunto com chefes militares. Mais de três mil pessoas reúnem-se no campo de Santana, exigindo a recondução do ministério anterior. No entanto, mesmo após intensa negociação, D. Pedro permanece irredutível.

Paira no ar a ameaça de que, caso ele não ceda, ao amanhecer o povo e a tropa formarão um novo governo.

Em 7 de abril, com sua sustentação política completamente corroída, o imperador entrega sua carta de abdicação e deixa o palácio de São Cristóvão rumo a Portugal.

Fatores do desgaste político de D. Pedro I

• Envolvimento de D. Pedro I na Questão sucessória de Portugal.
• Crise econômica.
• Morte de Líbero Badaró (opositor de D. Pedro I).
• "Noite das Garrafadas” – conflito de rua entre brasileiros e portugueses - e adesão de parte das tropas ao povo insatisfeito com o Imperador.

Termo de Abdicação de D. Pedro I

"Usando do direito que a Constituição me concede, declaro que hei muito voluntariamente abdicado na pessoa de meu muito amado e prezado filho o Senhor D. Pedro de Alcântara. - Boa Vista, sete de abril de mil oitocentos e trinta e um, décimo da Independência e do Império. Pedro".

Esse é o texto do ato que oficializou a abdicação de D. Pedro I (cf. imagem acima)

Entenda o significado do termo

Abdicação, é o ato jurídico pelo qual um soberano abandona o poder, geralmente no benefício de um membro de sua família. A abdicação pode ser ligada às considerações pessoais, às pressões nacionais (insurreição) ou internacionais (guerra).
O caráter essencial da abdicação é ser voluntário, mas é raro que o seja completamente.
Trata-se, quase sempre, do abandono de um poder em que as circunstâncias não permitem conservar-se nele por mais tempo

Fernando Pessoa

Abdicação

Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho... eu sou um rei
que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.

Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa - eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços

Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.

Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.

poema de Fernando Pessoa

Patriotismo - História - 4/7/2009

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