Livro reúne hinos e curiosidades de 194 países

Aluno da Unesp reúne os hinos e curiosidades de 194 países em livro. Berg reuniu traduções, histórias e curiosidades dos hinos nacionais

(Da Redação) - Depois de 10 anos de pesquisa, o geógrafo Tiago José Berg reuniu no livro Hinos de Todos os Países do Mundo as letras, as traduções, as histórias e as curiosidades dos hinos nacionais de todos os 194 países do mundo reconhecidos pela Comunidade Internacional.

Berg que nasceu em Cordeirópolis e encontrou nos atlas e enciclopédias um modo de conhecer diversas histórias e cultura das nações, desde criança se mostrou interessado em colecionar informações sobre hinos, bandeiras e brasões. "Foi a partir da minha curiosidade que surgiu a idéia de me aprofundar e pesquisar os hinos e curiosidades de todos os países do mundo", explica Tiago.

Em seu livro, o autor propõe uma viagem cheia de surpresas ao redor do mundo sob a ótica dos hinos nacionais. "Fiz contato com as embaixadas e consulados para obter todos os hinos e as informações para realizar muitas das traduções", afirma Tiago.

Tiago conta que durante os 10 anos de pesquisa, muitas atualizações tiveram que ser feitas. "Quando eu comecei a pesquisar, o Nepal ainda era monarquia e o hino enaltecia o rei. Com a queda da monarquia, foi feito um concurso para a escolha do novo hino", diz Tiago.

Uma das histórias que mais despertou a curiosidade do geógrafo foi o hino do México, que para ele, é uma verdadeira história de amor. "Em 1853 foi realizado um concurso para a escolha do hino nacional do México. Um dos concorrentes, um moço muito tímido chamado Bocanegra, era apaixonado pela mexicana Guadalupe. Sabendo ela de seu interesse e timidez, Guadalupe trancou Bocanegra em uma sala e só abriu quando ele terminou o hino. Depois, seu texto foi escolhido por unanimidade pelos mexicanos. E Guadalupe e Bocanegra acabaram se casando", conta Berg. Atualmente, o geógrafo cursa na Unesp de Rio Claro mestrado em geografia, onde desenvolve pesquisas referentes à representação geográfica em símbolos estaduais e nacionais.

Tiago José Berg convida todos os interessados a comparecerem para uma noite de autógrafos do livro Hinos de Todos os Países do Mundo na Biblioteca da Unesp no Campus da Bela Vista no dia 21 de outubro às 19h30. "Convido a todos para entender melhor as lutas e as conquistas que marcaram a história da humanidade", finaliza Berg.

Notícia divulgada no domingo, 19 de outubro de 2008 - Atualizada as 08:14 h
fonte: Jornal Cidade on line (http://jornalcidade.uol.com.br/paginas.php?id=34273).

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Livro reúne letras de hinos de 194 países
Pesquisa traduz representações geográficas desses símbolos


23/10/2008
Após dez anos de pesquisa, o geógrafo Tiago José Berg, aluno do curso de mestrado em Geografia do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE), câmpus de Rio Claro, publicou o livro Hinos de todos os países do mundo, onde reúne letras, traduções, histórias e curiosidades dos hinos nacionais de 194 nações. Lançada nesta terça-feira (21/10), na Unidade, a obra terá nova sessão de autógrafos no próximo dia dia 30 de outubro, às 18h30, na Livraria Martins Fontes, em São Paulo (SP).

Berg, que desenvolve pesquisas referentes à representação geográfica em símbolos estaduais e nacionais, oferece a oportunidade de conhecer detalhes curiosos dos hinos dos mais diversos países, do Afeganistão a Zimbábue. “Busco situar o leitor no contexto em que foram elaborados e adotados”, conta.

O geógrafo também traduziu e interpretou grande parte desses símbolos presentes no livro devido à dificuldade de encontrar traduções acuradas em língua portuguesa. “Minhas principais fontes para entender as origens e constantes mudanças das obras foram bibliografias estrangeiras sobre tema, representações diplomáticas, sites governamentais e fóruns específicos”, relata.

De acordo com Berg, foi possível ainda verificar que não existe uma palavra específica em língua portuguesa para o estudo dos hinos nacionais. Em inglês, o estudioso canadense David Kendall cunhou, em 2003, os termos Anthematology e Anthematologist, que Berg traduz livremente como Hinologia e Hinologista, que, significariam, respectivamente, o estudo e a coleção das informações sobre os hinos nacionais.

Histórico - Símbolos patrióticos oficiais, os hinos despertam o sentimento de identidade nacional e estimulam relações especiais com a nação. “Cantar um hino cria uma coletividade em que se experimenta magicamente a nação em nós mesmos”, diz. “Mesmo que as palavras sejam enfáticas ou triviais e a música, pretensiosa ou simplória”. Segundo o autor, os termos mais utilizados nas composições são Deus, Pátria e Liberdade, que apelam para os sentimentos.

O livro relata que a primeira letra de que se tem notícia é a do Japão, originada de um poema tradicional do século IX. Em termos e música, a ancestralidade seria do hino dos Países Baixos, com uma melodia já conhecida desde 1572. O mais novo, no entanto, seria o do Nepal, oficialmente adotado em 3 de agosto de 2007. Ele substituiu o anterior, de 1962, por conter numerosas referências à monarquia.

Os japoneses também têm a composição mais curta. São apenas 64 letras e 18 palavras na transliteração para o alfabeto latino, enquanto a menor partitura é a de Uganda, com apenas nove compassos. Em compensação, o hino com a letra mais longa é o da Grécia, com 158 estrofes, embora geralmente apenas duas sejam cantadas.

Em termos musicais, o do Uruguai, apresentado ao público pela primeira vez em 19 de julho de 1845, é o mais demorado, com 105 compassos. Foi composto pela dupla Francisco Esteban Acuña de Figueroa e Francisco José Debali, os mesmos compositores do hino do Paraguai.

Em relação aos compositores, existem eruditos responsáveis por hinos nacionais, como Hadyn e Gounoud, autores das músicas, respectivamente, dos hinos da Alemanha e do Vaticano. Quanto ao da Áustria, alguns apontam Mozart como o autor, enquanto outras fontes apontam que partes da música derivam de uma obra do compositor Johann Holzer.

O Senegal teve o seu hino escrito por Leopold Sedar Senghor, poeta de reconhecido talento e primeiro presidente do país. A música é do compositor francês Herbert Pepper, que também compôs o hino nacional da República Centro-Africana.

Honra maior tem a Índia, cujo hino, cantado em público pela primeira vez em 1911, tem letra e música feitas pelo escritor, poeta, músico e filósofo Rabindranath Tagore, primeiro asiático a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1913. Ele, que também é responsável pelo hino nacional de Bangladesh, escreveu a letra originalmente em idioma Bengali. O hino ganhou depois uma versão em Hindi.

A obra reúne numerosas curiosidades. Uma delas é sobre o hino francês. Considerado um dos hinos mais bonitos do mundo, tem uma história peculiar. Ele foi inicialmente batizado como Canto de Guerra para o Exército do Reno e passou a se chamar A Marselhesa quando um grupo de soldados voluntários entra em Paris, a capital, vindo da cidade de Marselha, entoando a canção e gerando enorme comoção popular, em 30 de julho de 1792.

“Em síntese, o livro proporciona uma forma curiosa e profícua de conhecer as nações do mundo e pode servir como fonte de referência e pesquisa para ampliar o enriquecimento intelectual, acadêmico e cultural, além de possibilitar uma nova visão sobre o tema”, conclui.

FONTE: Notícias, Oscar D’Ambrosio, no Portal da UNESP (UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA "JÚLIO DE MESQUITA FILHO").
confira em: http://www.unesp.br/int_noticia_imgesq.php?artigo=3778).

Redações - Jornal da Cidade e Portal da UNESP - 10/19/2008

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