ESTOU VELHO

Estou velho. Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazenda, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.

Estou velho. Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista, mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.

Estou muito velho. Não quero ouvir mais notícias de corrupção, de políticos bandidos e de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor da idade. Ou, ainda, de meninos esquartejados pelos pais por serem “levados” ...

Meu coração não tem mais força para sentir emoções...

Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que já não existe mais. Eu já não acredito em nada!

Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro e outros bens, todos adquiridos com honestidade; por ser amado por minha mulher e filhos.

Nada mais me comove...

Estou bem envelhecido.

E acabo de cometer mais um erro!

Descobri que, ainda, sou capaz de me comover e de me emocionar. Ao ouvir o Hino Nacional me emocionei; uma esperança invadiu minha alma. Não me sinto tão velho.

De alguém que ama muito o Brasil.

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(texto de domínio público, enviado por colaborador da OSC Patriotismo por EMail.

João Ulisses (Bauru, SP) - FALE CONOSCO - 6/15/2009

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