Homenagens aos Pracinhas em Macatuba

Nesta foto, você vê uma réplica do monumento, criada por artista plástica local, entregue a cada familiar e autoridadess presentes na solenidade de inauguração do monumento na praça neste 17 de junho, em solenidade realizada dentro do calendário de festividades do aniversário da cidade.

O ponto alto da inauguração do Monumento aos Heróis de 32, na praça Santo Antonio, Centro de Macatuba, SP (região central do Estado), foi o discurso feito por João Paulo Bueno Minetto, nascido naquela cidade no dia 23.08.1982, graduado em direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP) em 2005.
João Paulo discursou em homenagem aos pracinhas macatubenses e, em especial ao seu avô Sr. João Minetto, também nascido naquela cidade em 20.07.1922 e foi casado com a Sra. Anna Nunes Minetto (in memorian), onde durante toda a vida residiram no Sítio Tanquinho. João Minetto serviu a Força Expedicionária Brasileira na Itália, durante a II Guerra Mundial e é um dos 9 (nove) heróis da cidade.

Conheça o discurso de João Paulo em nomenagens aos heróis macatubenses:

Homenagem aos Pracinhas

Embora falar dos pracinhas não seja tarefa fácil, já que qualquer coisa que se diga não seria capaz de reproduzir, com fidelidade, o feito épico destes ex-combatentes, é com muita honra que tenho a oportunidade de dizer algumas palavras sobre estes outrora jovens, até ontem senhores e, a partir de hoje, eternos heróis, pracinhas macatubenses.|
A saga de nossos pracinhas teve início em 1942, momento em que o Brasil abandonou a neutralidade adotada em relação à 2ª Guerra e declarou seu estado de beligerância em relação às nações do Eixo. A convocação dos pracinhas, para a guerra, não demoraria a vir e, junto com ela, uma sensação impossível de ser traduzida em palavras. Afinal como poderíamos imaginar descrever o sentimento daqueles jovens naquele momento? Seus sonhos, suas paixões, suas famílias, enfim tudo que aquecia aqueles corações juvenis acabava de ser posto em xeque de maneira abrupta. Aquilo que haviam planejado para suas vidas acabava de ser subitamente adiado pela Guerra que os chamava.
Do outro lado, era sabido que, além de um inimigo de grande poderio militar, as atrocidades dos regimes nazista e fascista e o frio rigoroso do velho continente aguardavam os brasileiros. Mas, honrando as palavras de nosso Hino pátrio, o qual preceitua que “se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge a luta, nem teme quem te adora a própria morte”, lá foram nossos pracinhas que, após um breve treinamento em terras nacionais, juntaram-se a outros mais de 25.000 (vinte e cinco) brasileiros que compuseram a Força Expedicionária Brasileira e embarcaram para a Itália, com a certeza de que serviriam aos Aliados contra um inimigo que ameaçava a humanidade e todo o seu legado cultural, porém, sem saber se, de lá, conseguiriam voltar.
Não bastassem todas as dificuldades e dramas intrínsecos à guerra, nossos pracinhas ainda tiveram que enfrentar o desdém da própria sociedade brasileira que, naquele momento, ousou associar a eficácia da participação brasileira na guerra à improvável possibilidade de uma cobra fumar. Pois a cobra fumou, senhores! Combateram bravamente contra os soldados de Hitler e Mussolini até que, finalmente, após inúmeras batalhas vencidas, a definitiva. No dia 21 de fevereiro de 1945, nos Apeninos italianos, nossos pracinhas impuseram uma derrota épica às forças do Eixo, tomando, definitivamente, Monte Castello e sacramentando uma glória sem precedentes na história militar brasileira.
E, atendendo à súplica da canção do expedicionário que clamava: “por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que eu volte para lá”, nossos pracinhas regressaram à terra adorada e puderam, finalmente, enxugar as lágrimas das mães saudosas, das mulheres amadas, de seus irmãos e de todos aqueles, a quem tiveram que renunciar durante a Guerra.
Macatuba deve se orgulhar de ser mãe e, ao mesmo tempo, filha de 9 (nove) heróis, sim heróis, pois o feito desses senhores transcende a glória militar e os alça à condição de verdadeiros mitos, afinal não há outro vocábulo que defina com maior precisão a nobreza da história desses senhores. E tal qual a oportunidade ímpar que tive de admirar e espelhar-me em meu avô João, um de nossos 9 (nove) heróis; Macatuba tem, agora, a possibilidade de, ao olhar para esse monumento, inspirar-se nas lições de coragem, determinação e patriotismo deixadas por nossos heróis, que um dia saíram daqui, renunciando a um precioso período de suas juventudes, para defender a Pátria e o mundo de um inimigo que ameaçou, como nunca, os valores e a própria existência da humanidade.
Parabéns Senhores! Vossa glória, agora materializada nesta praça, faz de vocês seres imortais!
Macatuba 17, de junho de 2007

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=== 2010 - ATUALIZAÇÃO COM ATALHO a noticias, imagens e documentos ===

1932

Uma briga na Justiça marca a data que relembra os 78 anos da Revolução Constitucionalista. Desde 2002, o Obelisco, onde fica o mausoléu em homenagem aos heróis de 32, está fechado para visitas. Apenas três vezes ao ano o patrimônio é aberto ao público. Projetado pelo escultor Galileo Emendabili, o obelisco carrega a simbologia do número 9 : tem 72 metros de altura (7+2=9); da cripta ao topo tem 81 metros (8+1=9), sendo que 81 também é o quadrado de 9; pela soma aritmética de 72 e 81, também se chega ao número 9 (7+2+8+1=18 (1+8=9)). (vide atalho abaixo)

"Velha e sempre nova"

Vejamos um pouco da importância da Faculdade de Direito do Largo S. Francisco na Revolução de 1932. (veja atalho abaixo)

Aurífero prédio

Além do Obelisco, SP tem outros monumentos que relembram a Guerra de 32. Um deles foi construído com a sobra do montante arrecadado na campanha "Ouro para o bem de São Paulo", que visava reunir fundos para sustento da Revolução. De fato, o Movimento de 1932 teve seu findar antes da aplicação da maior parte dos recursos. E com medo de que Getúlio Vargas garfasse o dinheiro, o comando das forças paulistas doou os fundos à benemérita Santa Casa de Misericórdia, que construiu um prédio que retrata a bandeira paulista, chantado no Largo da Misericórdia, no coração de SP. Os migalheiros, ao passar por ali a partir de agora, no burburinho da esquina da rua Direita, haverão de reverenciá-lo, como merece. Conheça essa história. (ver atalhos abaixo)

Consulte mais detalhes sobre o movimento de 1932, navegando até os atalhos abaixo:
OURO PARA O BEM DE S.PAULO – clique aqui

A REVOLUÇÃO NO LARGO, ou O LARGO NA REVOLUÇÃO – clique aqui

FONTE: esses atalhos remetem à matérias publicadas no sitio "www.migalhas.com.br".

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Patriotismo - Praça Santo Antonio - Macatuba, SP - 6/17/2007

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