Ex-combatente de 32 quer paulistas mais patriotas

Manter o patriotismo e não se deixar humilhar. Protestar sempre que necessário para manter a moral elevada. Este foi o recado do ex-combatente Henny Scaf para os jovens paulistas, que não participaram da Revolução Constitucionalista de 1932, iniciada no dia 9 de julho. A data, feriado no Estado de São Paulo, foi lembrada ontem pela Polícia Militar, que realizou uma cerimônia na sede do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4).

Presidente da Associação dos Veteranos de 1932, aos 96 anos de idade Scaf lembra com saudade do patriotismo reinante na época da luta armada, que buscava uma Constituição para o Brasil. Ele falou da importância de manter viva na memória dos paulistas a história que ele e tantas outras pessoas viveram.

O ex-combatente ressaltou que, em Bauru, apenas quatro companheiros de luta estão vivos. “Estamos no finzinho. Os jovens precisam conhecer a história e manter viva a chama do patriotismo.”

Ontem, a comemoração do 9 de julho contou com a participação de autoridades civis e militares, familiares de ex-combatentes e estudantes que lembraram dos quatro jovens assassinados no Centro da cidade de São Paulo: Mário Martins de Almeida (conhecido como Martins), Euclides Bueno Miragaia (Miragaia), Dráusio Marcondes de Souza (Dráusio) e Antônio Américo Camargo de Andrade (Camargo).

As mortes dos jovens, atribuídas aos partidários governistas, foi o estopim da revolta e deu origem ao movimento de oposição, conhecido como MMDC.

O movimento de constitucionalização uniu vários segmentos da sociedade colocando lado a lado tanto aqueles que defendiam a supremacia paulista no poder quanto os que desejavam a implantação de uma democracia no Brasil.

Scaf lembra que a revolução aconteceu no momento em que os paulistas estavam sendo humilhados e não se conformavam. “Estávamos sendo governados por tenentes de outros Estados ”. O movimento começou no dia 9 de julho de 1932 e se estendeu até 2 de outubro, quando foi derrotado militarmente. O fim da revolução é um marco na história porque deu início ao processo de democratização no País.

Separar São Paulo

Para o lobinho do Grupo Guia Lopes, Gustavo Fonseca Faria, 9 anos, que participou das comemorações do 9 de julho no CPI-4, a revolução de 1932 é sinônimo de luta armada, guerra, mortes, palavras que não fazem parte do vocabulário dos escoteiros. “Nós lutamos pela paz”, frisa.

Especificamente sobre a revolução, o menino disse que só se lembrava que os paulistas lutaram para separar o Estado de São Paulo dos demais. “Eles queriam a separação.”

Matéria publicada no JC Bauru ( www.jcnet.com.br ), Caderno Geral, edição de 10-7-2007, assinada por Rita de Cássia Cornélio .

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OUTRAS MATÉRIAS SOBRE O "9 DE JULHO" :

Caminhada homenageia Revolução Constitucionalista de 32 em Cruzeiro

São Paulo - Um grupo especial de paulistas irá participar hoje do desfile que acontece em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, na cidade de Cruzeiro (221 quilômetros a nordeste de São Paulo). São 25 pessoas que percorreram cerca de 825 quilômetros pelo Estado, passando por 42 cidades, em pouco mais de um mês. Este é o segundo ano em que a caminhada é realizada.

O sociólogo e psicanalista Roberto Gonçalves, 61 anos, presidente da ONG Cidadania Plena, um dos organizadores do evento, diz que a idéia surgiu em um encontro informal entre amigos. “Estávamos em uma padaria na avenida Nove de Julho, em São José dos Campos, discutindo a perda de memória do povo paulista. Nós, então, consultamos um grupo de adolescentes e eles não sabiam nada sobre Nove de Julho. Foi aí que decidimos fazer algo para tornar a data ainda mais importante.”

O grupo começou a caminhada no dia 4 de junho, em Santa Fé do Sul (623 quilômetros a noroeste de São Paulo).

Matéria da Folhapress – publicação do JC Bauru (www.jcnet.com.br), Caderno Brasil, edição de 9 de julho de 2005

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Memórias da Revolução de 32 transformam-se em educação e lições

Assim como seu pai e tio voluntários e ex-combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932, Durval e Everaldo Guedes de Azevedo, a educadora Marília Guedes de Azevedo Pallota não guarda na memória os momentos tristes da revolução. Pelo contrário, lembra-se com orgulho dos feitos de seu ancestrais que participaram da história do País.

Meu pai tinha boas recordações. Foi uma época difícil, de luta, mas os valores das pessoas eram diferentes. A religião, caráter e união familiar tinha mais importância do que hoje”, relembra.

Ela nasceu em Lins, mas mudou-se para Bauru com apenas 1 ano de vida. “Me considero bauruense de coração”, ressalta. Dentro de sua casa, os livros, recortes de jornal, fotografia guardam os momentos do passado no papel. “Ainda quero colocar no papel as minhas lembranças. Preciso começar a fazer isso, mas não precisa ser um livro, necessariamente”, afirma. Ela lembra-se que o pai também gostava das palavras. “Ele tinha uma caligrafia maravilhosa. Parecia um bordado”, conta.

Ao invés de chorar pela morte dos ex-combatentes na batalha ou na velhice, a educação e o carinho pela história criou vida na família. E hoje está materializada na escola que fica vizinha a sua casa: o Colégio Guedes de Azevedo.

A família tem tradição em educação há quatro gerações e Marília não deixa a história da revolução ficar esquecida entre os seus alunos. O início da comemoração foi no dia no dia 23 de maio. Na escola, os alunos receberam o ex-combatente Heny Scaf, hoje com quase 97 anos e morador de Bauru. Também viram de perto o capacete usado por Durval na revolução. Na história, nesse dia, em 1932, cinco estudantes morreram em um conflito armado na praça da República, em São Paulo, pouco antes de estourar a revolução (no dia 9 de julho).

Marília só fica triste quando alguém confunde os fatos. “Outro dia, uma mulher me disse que houve uma convocação para a revolução e um parente dela foi chamado. Isso não aconteceu. Os revolucionários foram voluntários”, conta.

A Polícia Militar de Bauru vai comemorar hoje, 9 de julho, o 75.º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado no Estado de São Paulo para derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e a instituição de um regime constitucional após a supressão da Constituição de 1891 pela Revolução de 1930.

Às 9h30, será realizada uma solenidade aberta à comunidade no quartel da PM, na avenida Major Fonseca Osório, 4-65, Vila Antártica.

O evento contará com a presença do presidente da Associação dos Veteranos de 1932, Heny Scaf, e de Natalino Antonio Mota, ambos combatentes da Revolução de 32, além de familiares de veteranos residentes em Bauru, que serão homenageados. Escoteiros do grupo Guia Lopes, autoridades civis e militares também estarão presentes.

Matéria publicada no JC Bauru (www.jcnet.com.br), edição de 9/7/2007, Caderno Política, assinada por Thatiza Curuci

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=== 2010 - ATUALIZAÇÃO COM ATALHO a noticias, imagens e documentos ===

1932

Uma briga na Justiça marca a data que relembra os 78 anos da Revolução Constitucionalista. Desde 2002, o Obelisco, onde fica o mausoléu em homenagem aos heróis de 32, está fechado para visitas. Apenas três vezes ao ano o patrimônio é aberto ao público. Projetado pelo escultor Galileo Emendabili, o obelisco carrega a simbologia do número 9 : tem 72 metros de altura (7+2=9); da cripta ao topo tem 81 metros (8+1=9), sendo que 81 também é o quadrado de 9; pela soma aritmética de 72 e 81, também se chega ao número 9 (7+2+8+1=18 (1+8=9)). (vide atalho abaixo)

"Velha e sempre nova"

Vejamos um pouco da importância da Faculdade de Direito do Largo S. Francisco na Revolução de 1932. (veja atalho abaixo)

Aurífero prédio

Além do Obelisco, SP tem outros monumentos que relembram a Guerra de 32. Um deles foi construído com a sobra do montante arrecadado na campanha "Ouro para o bem de São Paulo", que visava reunir fundos para sustento da Revolução. De fato, o Movimento de 1932 teve seu findar antes da aplicação da maior parte dos recursos. E com medo de que Getúlio Vargas garfasse o dinheiro, o comando das forças paulistas doou os fundos à benemérita Santa Casa de Misericórdia, que construiu um prédio que retrata a bandeira paulista, chantado no Largo da Misericórdia, no coração de SP. Os migalheiros, ao passar por ali a partir de agora, no burburinho da esquina da rua Direita, haverão de reverenciá-lo, como merece. Conheça essa história. (ver atalhos abaixo)

Consulte mais detalhes sobre o movimento de 1932, navegando até os atalhos abaixo:
OURO PARA O BEM DE S.PAULO – clique aqui

A REVOLUÇÃO NO LARGO, ou O LARGO NA REVOLUÇÃO – clique aqui

FONTE: esses atalhos remetem à matérias publicadas no sitio "www.migalhas.com.br".

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Diversos - Jornal da Cidade - Bauru (www.jcnet.com.br) - 7/10/2007

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