SEMANA DA PÁTRIA 2007 - Bauru (SP) e Região

Semana da Pátria começa com evento na Rui Barbosa

Ontem, às 10h, foi dado início às festividades da Semana da Pátria em Bauru. Ao lado do coreto da Praça Rui Barbosa, se reuniram soldados do Exército, policiais militares, estudantes de dois colégios da cidade e curiosos. Durante cerca de 30 minutos, eles acompanharam a execução do hino da Independência e um discurso patriota do tenente-coronel Vladimir Vieira, comandante da 6.ª Circunscrição do Serviço Militar (CSM).
O próximo evento será o desfile cívico, na sexta-feira, dia 7, no Sambódromo, que normalmente atrai muitas pessoas. Porém ontem, poucos acompanharam a solenidade, que também contou com apresentação da banda formada por alunos do colégio Paraíso. A maioria dos presentes tinha uma motivação para comparecer à solenidade: acompanhar os filhos que se apresentaram.
É exatamente para tentar reavivar o espírito patriota que todos os anos são feitas festividades relembrando a independência do País. “Essas comemorações reavivam a importância da independência. Colocam novamente em voga algo que muitas vezes fica esquecido no decorrer do ano, algo tão importante na nossa história”, afirma Vieira, destacando também a importância da participação das crianças.
Wilson Moraes Losilla, funcionário da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), também ressalta o caráter cívico das comemorações e adianta um pouco como será o desfile de sexta-feira no Sambódromo. “Às 8h45 haverá o hasteamento da bandeira e às 9h começam os desfiles, que contarão com bandas e fanfarras de diversos colégios da cidade”, explica.
“Sabemos que terão algumas novidades, mas como as escolas escondem os detalhes, não sabemos o que vai acontecer”, completa o organizador, que espera 10 mil pessoas na comemoração.

____________________

Pioneiros do 4º Batalhão

Pelo terceiro ano consecutivo, os policiais militares aposentados, ex-membros do 4º BPMI, irão novamente se reunir e participar do desfile de 7 de Setembro. Estima-se que o grupo atinja 150 pessoas, que comparecem ao Sambódromo por livre e espontânea vontade.
Os policiais inativos interessados em participar do evento podem confirmar presença pelo telefone 3203-6865 ou comparecer no local de desfile às 7h na sexta-feira.

MATÉRIA: JC – Bauru, edição 4/9/07, Caderno GERAL, Matéria assinada por Luiz Galano

=========================////========================

Escolas públicas não têm mais as tradicionais bandas e fanfarras

Quando o dia 7 de Setembro se aproxima, a diretora da escola estadual Ernesto Monte, Heloíse Helena Cerqueira Souza, sente um aperto no coração. “Lembro da época em que desfilávamos”, diz. Ela já foi coordenadora da fanfarra que havia na escola, uma das mais tradicionais de Bauru. Mas não é apenas ela que tem saudades: não há mais escola municipal ou estadual da cidade que possua uma banda ou fanfarra. A Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria de Ensino confirmaram a informação.
Falta de verba para a manutenção e de interesse dos alunos mais jovens são apontadas como as principais causas para o encerramento das bandas musicais escolares.
Como não havia repasse público específico para as fanfarras, elas sobreviveram por muito tempo com ajuda das Associações de Pais e Mestres (APMs), trabalho voluntário e festas para arrecadar dinheiro. Foi o caso da Fanfarra Marcial Ernesto Monte, entre tantas outras. Entre 1990 e 2005, se apresentou em diversas cidades e até conquistou o terceiro lugar no Campeonato Estadual de Bandas e Fanfarras, classificando-se para o concurso federal. Atualmente, existe uma linha de incentivo que repassa esporadicamente recursos para as fanfarras e bandas, através da Secretaria do Estado da Cultura.
“Antigamente, fazíamos eventos para arrecadar dinheiro e conseguíamos muitos colaboradores. Assim, o transporte até a cidade e o lanche eram gratuitos para os participantes. Com muita força de vontade, os alunos faziam ensaios de segunda a sábado”, lembra-se Souza.

Voluntário

Um professor voluntário ensinava os alunos a tocar os instrumentos. Eles também conseguiam dinheiro para confeccionar os uniformes e comprar os sapatos.
Hoje, todo os instrumentos musicais – bumbo sinfônico, tímpano, prato, corneta, bateria, tuba, entre outros - estão guardados em caixas. Alguns, segundo a diretora da escola, já foram quebrados por vândalos.
Segundo Souza, a decadência da fanfarra começou em 2000, quando houve uma sindicância para apurar desvio de dinheiro da APM na instituição. “Quando o caso foi concluído, os rumores negativos já haviam denegrido a imagem do grupo. Nesta época, ficamos desmotivados”, diz. No final das contas, a sindicância não encontrou irregularidade, segundo a diretora. “Como uma espécie de gratificação, recebemos R$ 6 mil do Estado para comprar novos instrumentos. Mas o grupo nunca se recuperou”, diz.
Além disso, os alunos mais jovens não se interessaram pela música. “Os estudantes de 5.ª a 7ª séries fugiam das aulas de reforço de matemática e também não compareciam mais nos encontros da fanfarra”, conta. Mas na opinião dela, os mais velhos, da 8.ª série do ensino fundamental ao 1.º ano do ensino médio têm vontade de voltar a tocar. “Eles participaram da fanfarra e me cobram até hoje para retomarmos os ensaios. Quem sabe um dia a gente consiga”, desabafa.
A ex-aluna do Ernesto Monte Cinthia Silveira, 22 anos, se lembra dos tempos áureos, quando o grupo tinha entre 50 e 70 integrantes. Ela tocou prato e também portou a bandeira do Brasil - que ia à frente da banda. “Já ganhei até um troféu de melhor garbo (participante que precisa ter postura)”, lembra-se. A ex-integrante acredita que se houvesse verba para as fanfarras, haveria interesse dos alunos de participar. “Acho que não faltam pessoas para aprender música. Mas estamos precisando de incentivo e patrocínio”, diz.
A fanfarra da escola Ernesto Monte tem até uma comunidade no Orkut: “Fanfarra Ernesto Monte Forever”, que reúne ex-integrantes e interessados no tema.
A escola municipal Santa Maria também ficou sem sua fanfarra anos atrás. A atual diretora da escola, Margareth Noemi Karg Quirino, disse que na época que assumiu, não havia mais a fanfarra. “Hoje em dia, os instrumentos estão velhos. Seria mais caro consertá-los do que comprar novos”, diz.
Na escola estadual Mercedez Paes Bueno, a fanfarra também foi extinta. “Quando entrei na direção da escola, não havia mais o grupo. Pelo que fiquei sabendo, os vizinhos reclamavam do barulho por se tratar de uma região onde as casas são muito próximas da escola”, diz a vice-diretora Maria Dalila Martins.
Na cidade, apenas as escolas particulares ainda mantêm a tradição. Algumas delas, inclusive, irão se apresentar no desfile do dia 7 de Setembro, no Sambódromo. Os estudantes interessados em tocar instrumentos musicais podem procurar a Secretaria Municipal de Cultura. A prefeitura oferece projetos para eles participarem das atividades da Banda e Orquestra Municipal.Mais informações sobre a Banda e Orquestra Municipal pelo telefone 3235-1072 .

____________________

A diferença

A banda se distingue da fanfarra por ser mais complexa, com instrumentos também usados em orquestras, enquanto na fanfarra dominam os instrumentos de percussão.
O Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Juventude (ex Secretaria de Esportes e Turismo), realiza anualmente o Campeonato Estadual de Bandas e Fanfarras. O evento, segundo a secretaria, tem a finalidade de estimular a organização de bandas e fanfarras e possibilitar o aprimoramento das técnicas musicais.

____________________

Tipos de bandas e fanfarras
Fanfarra simples - É uma corporação composta por instrumentos de percussão e de sopro.
Fanfarra com pisto ou com válvula - É composta também por percussão.
Banda marcial - Este grupo conta com instrumentos usados em orquestra, como trompete, trombone, tuba, trompas e toda a percussão. A diferença básica de uma orquestra é que é um grupo de marcha. São bandas com características militares.
Banda musical - É uma banda composta por todos os instrumentos de uma banda marcial, além de instrumentos de madeira, como clarinetas e flauta transversal. É uma corporação para apresentações em locais fechados.
Fonte: Associação de Fanfarras e Bandas do Litoral Paulista.
MATÉRIA: JC – Bauru, edição 4/9/07, Caderno GERAL, Matéria assinada por Thatiza Curuci

=========================////========================

Desfiles movimentam a região

Hoje é dia de ir às ruas para acompanhar desfiles em várias cidades da região de Bauru. A programação não fica restrita aos desfiles militares e de estudantes. Duartina terá a “Cavalgada da Independência”, comemoração que recupera as tradições da região. A segunda edição da cavalgada movimenta os adeptos do esporte e arrecada donativos para o Grupo Pró-Câncer de Duartina.
O grupo sairá às 9h30 da “Rotatória da Rodoviária” em direção à zona rural, num percurso estimado de 25 quilômetros por estradas rurais. No final, retorna ao salão de quermesse da Igreja São José, onde será oferecido um churrasco aos participantes para o qual serão trocados os ingressos por dois quilos de alimento não perecível.
Botucatu promete colocar mais de 2 mil alunos nas ruas com destaque para as bandas e fanfarras. O desfile começa às 9h, na avenida Dom Lúcio. Antes, ocorre ato em frente à prefeitura, a partir das 8h. Em Garça, os grupos começam a se apresentar às 9h na rua Carlos Ferrari. No município de Jaú, o desfile será na rua Major Prado, próximo à Praça da República, a partir das 9h. Em Barra Bonita, a avenida Pedro Ometto será a passarela para o 7 de Setembro, a partir das 15h
MATÉRIA: JC – Bauru, edição 7/9/07, Caderno REGIONAL

Publicações - Jornal da Cidade - 9/10/2007

Nome
Email
Fundo de Tela:
Escolha sua configuração e baixe o seu:
Desenvolvimento: Aion Informática